São Paulo e Corinthians fizeram um jogo regrado de muita expectativa. Um clássico que durante toda a semana foi discutido mais do que o normal, graças à polêmica dos ingressos. Minutos antes de o jogo começar quando a escalação são paulina foi divulgada, o torcedor se surpreendeu com o time que veria em campo. Miranda e Washington titulares convictos do time tricolor não ficaram nem ao menos no banco de reservas.
André Lima, Wagner Diniz e Junior César entraram poupando os respectivos titulares. O jogo no 1º tempo começou muito faltoso e truncado. As equipes não evoluíam sem que as defesas adversárias parassem a jogada de forma por ora mais ríspidas diga-se de passagem. Depois de um chute cruzado do meia Douglas, o São Paulo teve duas chances claras de gol, ambas com o – nesse jogo – titular André Lima, uma em um cruzamento rasteiro de Wagner Diniz, e outra em falta cobrada por Junior César, porém ambas não resultaram em gol.
Em um lance dento da área são paulina aos 38 minutos, depois de simular um pênalti inexistente, Túlio volante corinthiano se exaltou com a reclamação de André Dias, o agrediu e após indicação do bandeira Ednilson Corona, foi expulso pelo árbitro. O primeiro tempo transcorreu com um relativo domínio são paulino, com Richarlyson e Jean dominando o meio campo, Arouca se apresentando na tentativa de armar a equipe, e Dagoberto se movimento bastante diante a um Corinthians apagado. Com um jogador a mais no segundo tempo o São Paulo continuou trocando passes e avançando com relativa calma como faz normalmente o time tricolor. Foi quando aos 10, Muricy chamou Borges e Hernanes para entrar na partida.
Nos lugares de André Lima e Rodrigo, o que alterou o esquema do time. Durante os 20 minutos seguintes nada aconteceu no clássico, bolas aéreas sem efeito algum, faltas e uma tremenda falta de objetividade de ambos os times fizeram com que o jogo fosse de morno para ruim. Aos 28 em uma falta desnecessária na lateral direita, Wagner Diniz toma o segundo amarelo, consequentemente o vermelho, e o Corinthians conseguiu o que buscou durante boa parte do jogo: a igualdade numérica. Logo após a expulsão, depois de linda tabela entre Dagoberto e Hernanes, o meia sãopaulino serviu o atacante que ajeitou para Borges, completamente livre, marcar seu primeiro no ano, São Paulo, 1 x 0.
Cinco minutos depois, Boquita que acabara de entrar serviu André Santos que também livre empatou o jogo em um belo passe de Bosco, encobrindo o goleiro são paulino, 1 x 1. Aos 40, Jean invadiu a área, Willian foi para o desarme, o são paulino caiu, a equipe pediu o pênalti e o árbitro marcou só o escanteio, que resultou em uma jogada de Junior César pela ponta direita, onde André Santos após falta, também tomou segundo amarelo e foi expulso.
No mais o clássico transcorreu como começou e como foi durante todo o tempo em que a bola – personagem principal – correu muito menos empolgante nos bastidores, no pré-jogo do que nas quatro linhas. Agora o pensamento é total, 100% na Libertadores, como se já não fosse até agora.
Saudações tricolores.
Por: Leandro Lopes



