Arquivo para a Colunas categoria

Entrevista: Vanessa Ruiz

Postado em Entrevistas, Kátia Firmino em 4 Fevereiro, 2009 por Katia Regina Firmino

vanessar-trabalhandof1

Blog do Zanca: Por que você decidiu trabalhar com imprensa esportiva, já que o meio é repleto de homens e majoritariamente machista?

Vanessa Ruiz: Sempre tive como hobby jogar futebol. Joguei handball e futebol na faculdade, apesar de ser pequena. Quando falo, o pessoal tira sarro (rs), mas isso não tem nada a ver. Afinal, habilidade não tem nada a ver com tamanho! Enfim, tinha o esporte como hobbie, mas nunca passou pela minha cabeça trabalhar com isso. Tinha outras metas. Pensava em trabalhar com economia, jornalismo internacional. Porém, no último ano entrei na Globo e na CBN como estagiária e tinha um rodízio de profissionais. Em um determinado momento colocaram-me para trabalhar com esporte. E à medida que fui trabalhando com isso, senti que era o que realmente queria fazer. Talvez não imaginasse antes querer trabalhar com isso, pois sempre fui meio “caxias”. Não imaginava trabalhar com um hobbie, porém, percebi que era o casamento perfeito trabalhar com aquilo que eu realmente gosto, que me faz feliz e que acompanho desde pequena. E para demonstrar que estava gostando daquilo que estava fazendo, comecei a inventar pautas, reportagens mesmo que não fossem ao ar, essas coisas. E foi assim que acabei “ficando” no esporte. Sobre o machismo, posso dizer que nunca senti esse tipo de coisa. Lá na rádio, meu caminho foi muito natural. Procuro sempre fazer bem meu trabalho porque sei que sempre haverá alguém de olho por eu ser mulher. Neste caso, se eu falo uma besteira, acaba virando a maior besteira do mundo. Por outro lado, se você é um pouco boa acaba tornando-se um gênio, pois muita gente não acredita que você possa conhecer mesmo o assunto. Em São Paulo, a gente acaba não sentindo muito isso, trabalha-se normalmente como qualquer pessoa. Fora da capital, até mesmo no interior, sente-se um pouco mais a diferença, pois não há tantas mulheres.

BZ: Como é a convivência  dos jogadores de futebol  com os setoristas? É meramente profissional? Ou existem casos de amizade fora das 4 linhas?

VR: Quando você está fazendo setorismo, acaba passando mais tempo no clube do que na redação. Convive-se mais com pessoas dos outros veículos e com o pessoal daquele clube. No ano passado cobri o Palmeiras e lá os jogadores, para irem até o vestiário, passam pelo local onde fica a imprensa e inevitavelmente começam a conversar conosco independente do assessor querer ou não. E nessa você acaba conhecendo mais o jogador, o pessoal da comissão técnica. No São Paulo não é tanto assim, pois os jogadores até passam pelo local onde está a imprensa, mas não batem tanto papo. Contato maior você acaba fazendo durante viagens com o clube. No Santos, por exemplo, você fica bem distante dos jogadores. Tem muito repórter que é amigo pessoal de jogador de futebol. Eu, particularmente, não sou amiga pessoal de nenhum deles. Isso, a meu ver, acaba até atrapalhando, pois pode criar um compromisso e comprometer na hora de noticiar algo sobre aquele jogador. Se um dia eu tiver um amigo jogador, irei desculpar-me, mas noticiarei algo que ele fizer. Antes de tudo, deve ficar claro que sou jornalista, uma profissional. Deve-se separar o lado pessoal do profissional.

BZ: Como você avalia o São Paulo de 2009?

VR: É a promessa de uma equipe SENSACIONAL. O clube é muito ágil. Lembro que no final de 2007, fiz algumas matérias especiais para avaliar o que deu certo, porque o time conseguiu ganhar por dois anos consecutivos, entre outros. Uma das perguntas que foram feitas é: será que o time do São Paulo continuará dominando em 2008? E a resposta foi positiva, principalmente pelo lado administrativo do clube. O time nem começou o ano de 2008 bem, foi desclassificado na Libertadores e ainda teve toda aquela história de tabu no Brasileirão, de que o time que vence o primeiro turno é o time que será campeão, mas o São Paulo quebrou isso e ficou confirmado o que muitos dos especialistas haviam dito naquela reportagem, que o São Paulo conseguiria manter-se no topo porque segurou as principais peças do time e foi paciente com o trabalho do treinador. Também achei as contratações incríveis e muitas não foram concretizadas no começo do ano, mas antes do término do campeonato, o que confirma um bom planejamento do clube. O São Paulo foi bem rápido e tudo foi muito bem passado. Acho difícil que alguma dessas contratações não deem certo no clube.

BZ: Como você avalia a imprensa esportiva nacional?

VR: É muito diferente uma da outra. São estereótipos, na verdade. Por exemplo, a imprensa gaúcha é muito crítica, pega muito no pé se o time vai mal, a do Rio de Janeiro é mais alegre, a de São Paulo é mais crítica no ponto de vista deles. A do Norte fica brava conosco se dizemos que o time de lá não é favorito para uma partida.

BZ: Qual sua opinião sobre Muricy e a forma com que ele lida com a imprensa?

VR: (Muitos risos.) No começo, achava tudo muito engraçado, mesmo se tomasse alguma “patada”, até porque não era setorista do São Paulo. Sei que os setoristas sofrem um pouco, mas a gente acostuma até porque o cara é muito respeitado principalmente por não ser mau-caráter. Ele nunca ameaçou repórter, por exemplo. É um baita de um treinador. Ranzinza, mas um grande treinador.

BZ: Como você, como jornalista, avalia e analisa muitos integrantes do futebol na política, como exemplo MAC e Aurélio Miguel?

VR: É uma posição delicada quando se entra na política na esfera municipal porque você está sempre lidando com questões ligadas a, por exemplo, a localização do patrimônio de um clube, entre outros. A gente sempre confia que a pessoa mantenha uma postura ética. Se essas pessoas que estiverem envolvidas na política fizerem coisas para o bem público, não há problema, mesmo que seja para melhorar a área da região do Morumbi. Porém, que seja benéfico para todos os moradores e não só para o clube.

BZ: Em épocas de transferências, há muita venda, invenção de notícias e especulações?

VR: Não sei dizer se existe comércio de notícias, mas, no meu ponto de vista, o que ocorre e que destroi o noticiário e o jornalismo é uma busca e uma cobrança desesperada que existe em cima de repórter por um “furo”, fazendo com que muito profissional desavisado ou despreparado veicule algo que foi dito mesmo que aquilo não se concretize, pois ele não pode correr o risco de o contrário acontecer e ele ser cobrado pelo chefe por não ter falado sobre aquilo. E, nessa história, a imprensa acaba virando cartaz, “outdoor” ou até mesmo balcão de negócio. Acho isso muito complicado. Eu, por exemplo, evito colocar empresário de jogador no ar, pois sabemos que existem muitos interesses em jogo, tento ao máximo apurar a verdade, conseguir notícias diretamente do jogador e não só do empresário, enfim, nas rádios (CBN e Globo), tomamos um grande cuidado com aquilo que veiculamos.

BZ: A época das especulações é uma das mais difíceis para os jornalistas. Acontece de dirigentes confidenciarem informações aos jornalistas, mas pedirem segredo? Podemos afirmar que estes mesmos dirigentes  cedem informações contraditórias para não transpassar nada de concreto?

VR: Isso existe. Chama-se “ventilar” notícia. E isso vem não só de dirigente, mas também de empresário, jogador, até mesmo para valorizar uma possível contratação ou atrapalhar uma negociação do time rival. A imprensa acaba virando uma espécie de palanque de todos os lados. Nessa hora exige-se um cuidado redobrado para que não se veicule nada que não seja realmente verdadeiro.

BZ: É possível que o clube exija um jornalista A ou B para cobrir o dia a dia do clube, ou peça sua saída por rusgas, atritos entre outros, ao veículo ao qual ele se reporta?

VR: Oficialmente, isso não existe. Só se existir algum diretor de um clube que seja amigo do dono do veículo. Mesmo porque a maioria dos meios quer que o jornalista consiga desempenhar um bom trabalho. Às vezes, se o veículo notar que um jornalista ou outro esteja “batendo boca” com algum técnico, por exemplo, esse profissional será chamado para uma conversa, para que seja avaliado o que está acontecendo. Mas falo isso pela rádio em que trabalho, pela Globo e pela CBN. Não posso responder pelos outros veículos. E até por ser no meio jornalístico, é capaz que se um clube venha a solicitar que algum profissional seja afastado, esse veículo, por isso mesmo, mantenha-o lá, por sentir que se o profissional incomoda é porque ele é realmente bom. Isso se o cara for competente, né? Se não for e ainda só causar brigas, até deve ser afastado… do jornalismo.

BZ: Se você pudesse propor ou alterar a imprensa esportiva do Brasil, o que você mudaria?

VR: Pensando no geral, existem dois movimentos que são contrários e muito discutidos que dizem respeito à questão da regionalização e da nacionalização. Nisso, não existe uma verdade ou mentira. Tem gente que defende que os programas devem ser nacionais e que devem abordar tudo, todas as regiões e outros que defendem que os programas devem ser regionais. Acho complicado impor, por exemplo, ao público do Norte e do Nordeste, um programa que fale única e exclusivamente sobre o futebol do Sul e do Sudeste. Precisaria haver um investimento para que houvesse programas regionais para valorizar a cultura e debater os problemas de cada lugar. Estou falando de rádio e TV, claro. Essa é minha opinião. Não é nenhuma verdade com “V” maiúsculo. Quanto às revistas, estão pipocando títulos sobre futebol. Gosto muito da Trivela e da Placar, que são bem diferentes e se complementam em alguns aspectos, já que a segunda é mais voltada a perfis e ao futebol brasileiro, e a primeira, a futebol internacional. Falta uma revista forte para tratar de esportes em geral, seria algo que eu gostaria muito de ler (e de fazer).

Vanessa Ruiz é jornalista, atualmente no departamento de Esportes das Rádios Globo e CBN. Possui um blog onde comenta sobre futebol, automobilismo e sobre a vida.

A Equipe do Blog do Zanquetta agradece à Vanessa Ruiz por sua disponibilidade em nos atender e pela forma simpática como fomos recebidos.

Link do blog(Vanessa Ruiz): http://vanessaruiz.blogspot.com/

Postado em Eric Gaspar Bueno em 4 Fevereiro, 2009 por fcsaopaulo

toledobanner

Toledo CW x J. Malucelli

O segundo jogo do “São Paulo B”, e o primeiro jogo em casa pelo Campeonato Paranaense, certamente não terminou como esperado. A equipe do J. Malucelli surpreendeu pelo bom conjunto, e, levando em conta a partida, o resultado pode ser considerado positivo.

O primeiro tempo foi realmente movimentado, e terminou com vantagem da equipe visitante. O jogo começou truncado, mas aos 6 minutos, Tiago arriscou no canto esquerdo, e Fabiano fez a defesa. O Toledo respondeu em seguida em jogada do lateral-direito Rafael, que se livrou do seu marcador e arriscou de fora, mas a bola passou próxima do travessão. O Toledo voltou a assustar aos 17 minutos com Ray, de cabeça. No minuto seguinte Wagner teve boa chance, mas Colombo tirou a bola dos pés do atacante toledeano.

Mas o primeiro gol foi da equipe visitante. Em boa jogada de Danielzinho, Batata e Valdenir, o primeiro concluiu na saída do goleiro Fabiano. Ainda no primeiro tempo, Ray e Sergio Mota ameaçaram, mas falharam nas finalizações.

Para o segundo tempo, o técnico Sergio Baresi fez duas alterações: Jonatas deu lugar a Juninho e Wagner a Eric. No entanto, as alterações demoraram a surtir efeito, mas aos poucos, o Toledo passou a dominar as ações.

A primeira chance surgiu aos 13 minutos, com Serginho batendo por cima. Aos 18 chance do J. Malucelli com Ronaldo, mas Fabiano fez excelente defesa. A chance seguinte também foi da equipe adversária, mas o chute foi para fora.

Assim, Sergio Baresi tentou a terceira substituição, tirando o volante Bruno e colocando o atacante Hernane. Bruno o estreante da noite, chegou ao Toledo com moral, já que foi acertado o seu empréstimo na semana passada, e ele já entrou jogando na primeira oportunidade. Qualidade deve ter, já que é bem visto pelo técnico Muricy Ramalho.

A alteração deu ao time da casa maior domínio do meio-campo, e o empate saiu aos 31 minutos, em um gol de pênalti sofrido por Hernane. Na cobrança, Ray bateu e conferiu. Os últimos 15 minutos ainda foram movimentados, mas as defesas conseguiram manter o resultado igual.

Fabiano novamente se destacou na meta toledeana. Sergio Mota, Rafael, Serginho, Ray e Hernane atuaram razoavelmente bem. A ida de Bruno para o Toledo também é positiva, pois o jogador é bem visto pelo técnico Muricy Ramalho, e no Toledo ele tem mais chances de atuar.

Rio Branco x Toledo CW

A terceira partida do Toledo, fora de casa, era muito importante para as pretensões do time no Campeonato Paranaense. A vitória era importantíssima para o time no campeonato. E dessa vez a vitória veio!

O jogo começou com o Rio Branco no ataque, durante os cinco primeiros minutos. A primeira chance do jogo foi do Toledo, aos 6 minutos com Wagner. No rebote Sergio Mota bateu por cima. Em seguida Sergio Mota levou muito perigo numa cobrança de falta, no ângulo, mas o goleiro mandou para escanteio.

Aos 23 minutos saiu o primeiro gol dos visitantes. Marco Aurélio, estreante, marcou de falta com categoria. No minuto seguinte o segundo gol. Marco Aurélio fez boa jogada e rolou para Wagner conferir.

Mesmo com a vantagem, a equipe do Toledo continuou pressionando, e teve outras chances para marcar. Mas quem teve a melhor chance ainda no primeiro tempo foi a equipe do Rio Branco. Pênalti de Rodrigo em cima de Ivan aos 32 minutos, mas o excelente Fabiano fez a defesa. Aos 37 minutos, outro pênalti, dessa vez para os visitantes, mas Ray desperdiçou. Por ter cometido o pênalti Edimar recebeu o segundo amarelo e acabou expulso.

No segundo tempo, pouca coisa mudou. O Toledo, com um homem a mais continuou pressionando muito, com destaque para Sergio Mota, mas o time continua falhando muito nas finalizações. O gol do time da casa saiu num erro do goleiro Fabiano. Ele saiu jogando errado e Baiano descontou. Depois do gol, o Rio Branco pressionou muito, mas a equipe do técnico Sergio Baresi conseguiu segurar a vantagem no placar.

Nessa partida, acredito que se destacaram Marco Aurélio (que não sei se é mais um dos jogadores do São Paulo, mas foi fundamental para a vitória), Fabiano (apesar da falha fez boas defesas e ainda pegou um pênalti) e Sergio Mota (que aparentemente vem crescendo e sendo o motor desse time).

A próxima partida será contra o Paranavaí, em casa, na quinta-feira dia 05 de fevereiro às 19h45. E a próxima coluna trará informações sobre essa partida. Até a próxima!

Por: Eric Gaspar Bueno

alvo de críticas, o sábio muricy é boicotado por bestializados

Postado em Colunas, Convidados em 3 Fevereiro, 2009 por fcsaopaulo
como prometi, falarei um pouco sobre as críticas da imprensa em relação ao comportamento de muricy ramalho nas entrevistas coletiva pós jogo.

o fato é que o técnico não escondeu seu descontentamento com a derrota para o santo andré no morumbi e respondeu “acidamente” as perguntas dos jornalistas.
a imprensa estampou a foto de muricy em todos os jornais, o acusando de falta de educação e mau-humor desnecessário.
sinceramente, o “estilão muricy” dá audiência e por isso as entrevistas dele são tão concorridas. os jornalistas o provocaram durante as férias inteiras, chamando-o de turrão, rabugento e tachando seu bom humor como passageiro.
o que eles querem mesmo é ver o muricy nervoso e dando inúmeras patadas simplesmente porque dá audiência.

a imprensa criou uma expectativa enorme sobre como seriam as atitudes do técnico quando o time perdesse.
como eu já disse, os jornalistas o cutucaram durante suas férias e agora que muricy fez o que eles queriam, alguns começaram a criticar e inclusive a tentar um boicote ridículo.
josé trajano, diretor de jornalismo da espn brasil, anunciou que sua equipe não efetuará mais a cobertura pós jogo do São Paulo. segundo ele, a decisão foi motivada pela postura, conduta e forma desrespeitosa e ríspida com que muricy se dirige e atende à imprensa nas coletivas.
o diretor bestializado da emissora espera que a decisão repercuta e que sua ação seja apenas a primeira, dentre muitas de outros canais.
hipócrita. é a única palavra que vêm nesse momento.

josé trajano é conhecido por seu temperamento ríspido e inclusive já protagonizou, até mesmo ao vivo, cenas absurdas de conflitos.
sua tentativa de boicote apenas demonstra sua infantilidade e pode prejudicar sim o São Paulo Futebol Clube, devido aos patrocinadores que possuem seus logotipos expostos nos painéis no local das entrevistas.
o que o bestializado não pensou é que essa atitude pode prejudicar a sua própria empresa e inclusive seu emprego.
e se a torcida resolvesse tomar as dores do São Paulo e boicotasse a emissora?
e se os patrocinadores e anunciantes do canal fossem forçados, por torcedores e clientes, a deixá-lo? exite algum anunciante que quer vincular seu produto a um canal que está sendo boicotado por uma nação inteira?

é trajano… pense direito no que você irá falar num meio de comunicação, pois a repercussão pode ser bem maior do que você espera.
muricy ramalho tem seu jeito próprio, é autêntico e não mudará por críticas bestiais de jornalistas bestializados.
peço ao presidente juvenal juvêncio que não caia na “pilha” desses, que só pensam em sí mesmos e não estão nem um pouco preocupados com o São Paulo Futebol Clube.
se as atitudes de muricy causaram algum desconforto com a imprensa ou com algum patrocinador, devemos lembrar que sua presença no tricolor trouxe títulos e colaborou para a soberania absoluta.
deixo aqui meu apoio ao muricy e principalmente ao São Paulo!
para finalizar, peço que observem com atenção a foto que ilustra esse post e não esqueçam nunca daquele momento.

vamo São Paulo!
segue o link: http://santopaulo.wordpress.com/2009/02/03/alvo-de-criticas-muricy-e-boicotado/

Por: Bruno, do Blog Santo Paulo

Recado do autor: Só para avisar, todos os meus textos são escritos em letras minúsculas, reservando por respeito o direito de letras maiúsculas somente ao nome do São Paulo Futebol Clube.


A Crise e o Futuro do Futebol

Postado em Colunas em 2 Fevereiro, 2009 por fcsaopaulo

Limitar valores resolve? O futebol se tornou leilão. Então, dirigentes sérios e comprometidos com o futuro do mercado, com a situação de tudo envolve a bola, resolveram agir. Para alguns pode soar radical. Para mim, tardio. Já não é mais preventivo e sim remediativo, corretivo. Principalmente para o Brasil. Estes dirigentes decidiram tentar pela limitação dos valores praticados nas transferências de jogadores e seus respectivos salários. Algo que ocorria em livre comércio de via única entre Brasil e Europa, agora atormenta os clubes europeus. Assim, finalmente essa preocupação chegou às mesas de debates na Europa. O estopim, claro, foi a maluquice do sheik Mansour, para roubar Kaká do Milan. Como competir com uma proposta de R$ 1,6 mi por semana para o jogador? Como competir com uma quantia global de R$ 800 mi?  Agora, finalmente eles estão sentindo na pele o que sentimos…

Mohamed Al-Fayed, dono do Fulham, que foi o primeiro a gritar, também é milionário, mas usou a cabeça. Convocou dirigentes da Premier League para determinarem um teto nessas negociações. Ele próprio diz que não pretende pagar  mais do que 15 milhões de libras por um jogador, seja ele quem for. “O que aconteceu foi uma péssima notícia para o futebol, pois trata-se de uma loucura. Está nas mãos dos dirigentes, eles têm o poder de impedir isso, colocando um teto nas transferências e salários, por exemplo”, disse o egípcio à BBC. Os dirigentes da UEFA, concordaram com ele. Já começaram a discutir um limite máximo que poderia ser gasto nas contratações e salários na temporada de competições organizadas pela entidade. E Platini quer muito regular tudo.

A primeira conversa para limitar, foi de estabelecer metade das receitas dos clubes, leia-se dinheiro recebido da venda de ingressos, ações de marketing e licenciamento, patrocínios e televisão. Isso mesmo, nada de verba do bolso dos donos milionários ou grupos de investidores. O que já ajuda, mas não resolve o nosso caso por exemplo. Em fevereiro, mais uma reunião para tentarem definir isto. Eles acreditam que a situação é insustentável. Imagine nós…

Com o ingresso da Traffic, Sonda, MFD entre outros, será que no Brasil devemos pensar em regular salários e transferências? Pois os clubes são falidos e os parceiros que injetam tudo. E terminam por deverem mais e mais. Contratam sem terem condições de pagar, sem condições de se auto sustentar e viverem em dia. Adiantam cotas, emprestam, parcelam dívidas. E tudo para agradar momentaneamente diretores, conselheiros e torcida. Graças a Deus o São Paulo Futebol Clube não é assim…

O óbvio incomoda cada vez mais… Depois de constatar o óbvio, Sepp Blatter enxergou que o número de brasileiros é grande demais na Europa. E agora assombra não só o Futsal como o futebol de campo. Diz estar preocupado com muitos brasileiros naturalizados nos demais países, afim de reforçarem seus elencos. O alerta é para que em 2014 em diante, não se tenha 16 dos 32 times da Copa com jogadores brasileiros. Pelas estatísticas, existem 60 milhões de brasileiros, um para cada três que joga futebol. Hoje os países exigem 2 anos residindo em seu território. Nas Olimpíadas, nem precisa visitar o país ao qual defenderá.

Blatter afirma que o Brasil em breve, perderá para si mesmo. Terá um time de brasileiros selecionados o enfrentando em campo e ainda perderá. A seleção italiana de futsal tem 12 dos 14 jogadores brasileiros em quadro. Consideram o êxodo juvenil a maior razão, mas antes o impeditivo de levarem as famílias completas, ficou vantajoso e ainda lucrativo. Cada vez mais garotos desejam e precisam desta situação e acabam por forçar uma saída precoce. Em 2006, Aílton jogaria pelo Catar por U$ 1 mi. A FIFA brecou. Mas, na Eurocopa seis seleções tinham brasileiros. É o fair play financeiro?

6+5: A saída inicial seria um projeto já em andamento de exigir nos times, 6 jogadores do país e no máximo 5 estrangeiros  no time titular. O COI também estuda fazer o mesmo.

Crise: É clarividente que a crise amenizou os efeitos do dinheiro no futebol. Portanto, quem estava incomodado ficou menos nestas 2 últimas janelas ao redor do mundo. Os investidores estão receosos e segurando dinheiro. Seja em patrocínios, seja em investimentos, seja em contratações. Só que em breve, quando abrirem-se os mercados…

Há o outro lado de que os clubes precisam vender para ficarem sadios. E este enfraquecimento com a saída dos jogadores, torna o campeonato fraco e feio. A igualdade, o equilíbrio se dá pelo nivelamento e a falta de talentos. Quem tem um olho, é rei aqui. E por isso, o São Paulo com estrutura e nomes de destaque nos leva além. O Internacional segue pelo mesmo caminho. Uma administração profissional e honesta estão elevando os clubes a patamares de superioridade. O Tricolor é modelo de gestão. O time bem estruturado consegue aumentar suas receitas, montando times fortes e destacando-se nas competições. Com mais visibilidade e com as finanças mais controladas, a tendência é que os valores de cota de TV e patrocínio sejam maiores, pois os clubes terão maior poder negociação, evitando aceitar qualquer proposta apenas para tentar resolver os problemas financeiros mais urgentes.

Com times mais fortes, a torcida comparece mais e claro acaba gerando receitas também na compra de produtos licenciados. Com o aumento da receita, os clubes podem também ter maior tranqüilidade para negociar jogadores, vendendo apenas jogadores que receberem propostas praticamente irrecusáveis. Só no Morumbi, temos loja, livraria, cafeteria, bar e queremos agora universidade, centro de convenções, espaço para grandes hotéis, mais restaurantes e Buffet infantil. É aquela história, crise em chinês se escreve em 2 ideogramas: um significa risco, o outro oportunidade.

Quem se adequar a nova realidade, sairá na frente. Como nós após a Lei Pelé. Temos que visualizar novas frentes como saber aproveitar melhor nossos ídolos por aqui. Aproveitar que estes nomes que sairiam, ficaram com a escassez do dinheiro. Fazer com que os jovens e promessas fiquem mais tempo e criem identidade com o clube. Jogar em um clube de ponta do Brasil, tem que voltar a ser o objeto de desejo e não sair correndo para fora.

Muitas vezes apontamos o dedo e criticamos em demasia os clubes nacionais por dívidas. Mas, o Manchester United, o Real Madrid entre outros, tem dívidas que ultrapassam US$ 1 bilhão! Só na Inglaterra as dívidas são de US$ 5,2 bi. Sendo que 4 dos 10 mais ricos estão lá. O West Ham é de investidores na Islândia, país que quebrou financeiramente. A FIFA agora quer monitorar e fiscalizar as finanças dos clubes europeus como existe no esporte nos EUA. Tudo para fechar o cerco e conseguir atingir o fair play financeiro.

O caminho é longo ainda. O ciclo do futebol havia se inflacionado e agora recuou quebrando muita gente. O Tricolor procurou fechar com mais 6 parceiros menores, fora RBK e LG que renovou por muito menos do que queríamos. Muitos preferem mentir os valores como o Palmeiras que anunciou R$ 15 e fechou por R$ 10 mi. O Corinthians insiste no engodo de que conseguirá R$ 20 mi para cima e não fechou com ninguém até o momento. Segue se endividando. O Tricolor fez o correto, após ter errado em bradar que queria R$ 30. Gerou ansiedade e frustrou. Nossa folha salarial era de 9.5 mi de euros. Agora subiu para algo entre 11 e 12 mi de euros. Se bem, que comparado com o Palmeiras com 14 mi de euros, Corinthians 15 e o Inter com 16, estamos bem.

Nossa superioridade é duradoura e isso consolida a equipe. Daqui a pouco, corre-se o risco de dizer que no Brasil só 2 times são candidatos a título. Se outro ganhar, é acaso…

Na próxima coluna, explanarei a respeito.

E vocês? Como enxergam essa fase?

Por: Alexandre Zanquetta

A dor de cotovelo Gambá

Postado em Colunas, Convidados em 31 Janeiro, 2009 por Katia Regina Firmino

Adriano e Ronaldo : Semelhanças de situações complexas

Estava esses dias vendo uns vídeos no youtube do primeiro ( e infeliz diga-se de passagem) semestre do tricolor paulista. Rever o Imperador do Morumbi talvez tenha sido o que mais me agradou. Seu primeiro gol, contra o Rio Claro, foi um clássico canhão de Adriano Imperador. Hoje recuperado, Adriano está voltando a titularidade do Internazionale e recuperando a credibilidade com a torcida e com o técnico José Mourinho. Mas também a vinda de Adriano foi no mínimo, uma atitude arriscada.

Tanto quanto a ida de Ronaldo para o corinthians. Ronaldo foi para o alvinegro paulista de uma maneira no mínimo esquisita. Estava no Flamengo e de repente assinou contrato com o time paulista. Mas isso nao é a questão. Quando o São Paulo trouxe Adriano e o recuperou, ficou com uma imagem muito boa no exterior. O Curintia quer fazer o mesmo com Ronaldo.

Adriano estava com problemas alcoólicos, sem jogar, com auto-estima baixa, desacreditado pela torcida nerazzurra e acima do peso. Um quadro muito complicado que foi revertido pelo São Paulo ( ou pelo menos, o tricolor recuperou-o de seus maiores problemas) Ronaldo está há um ano sem jogar, 20 kilos acima do peso ideal, escândalos envolvendo travestis, outra lesão gravíssima no joelho e desacreditado pelo mundo e exaltado pela midia. Quem tem o quadro pior? Na minha opinião, o quadro Ronaldo é no mínimo 2 vezes mais complicado que o quadro Adriano. Até pela idade do antigo camisa 9 da seleção de 2002.

O Corinthians viu no Ronaldo uma chance de afrontar o Maior Clube do Mundo com o melhor centro de recuperação de atletas do mundo. Uma coisa como “ Se vocês recuperaram Adriano, iremos recuperar Ronaldo” Resultados já foram vistos. Assim como Adriano no Sao Paulo, Ronaldo no Corinthians teve repercussao mundial. O time da fazendinha aposta todas as fichas no retorno do atacante que Ronaldo um dia foi. E que infelizmente para o futebol mundial, nunca voltará a ser.

Outras semelhanças como as que ambos tiveram as filhas nascendo durante o período de recuperação nos clubes paulistas é curioso.Ambos são jogadores da seleção e etc… Uma outra curiosidade que talvez o leitor queira saber, é que Ronaldo era cotado para vestir o manto do maior do mundo na sua recuperação! Isso mesmo. Mas o patrocínio vitalício que a Nike tem sobre Ronaldo, impediu isso. Por que? Pois a Nike não queria ver Ronaldo usando os produtos Reebok, algo que todo jogador que utilize os Reffis é obrigado a usar. Por fim, a idéia central das palavras é : A ida de ronaldo ao Corinthians não passa de uma dor de cotovelo que o time preto e branco tem pelo fato do tricolor ter recuperado um dos melhores atacantes do mundo. O Imperador de Milão também é o Imperador do Morumbi.

Por Lucas Bueno Adams

Análise P09: Guarani x São Paulo

Postado em Análises, Kátia Firmino em 29 Janeiro, 2009 por Katia Regina Firmino

 

No gramado irregular do Brinco de Ouro, o jogo começou agitado, com os dois times tentando ir pra cima. Sem Rogério Ceni, o São Paulo foi à Campinas com Bosco no Gol e com a dupla Borges e Washington como novidades do time. Miranda ficou com a tarja de capitão. O São Paulo foi defender uma invencibilidade de 20 jogos no campo do Guarani.

 

Aos 2 minutos Borges recebeu e chutou para fora. Até aí houve boa movimentação porém com poucos chutes a gol, tanto pelo lado do São Paulo como do Bugrinho.

 

Aos 31, Washington mandou de cabeça e Borges chutou. A bola bateu na trave e empolgou ainda mais a torcida que compareceu em grande número do Brinco de Ouro.

 

Aos 45, Bruno, do Guarani, entrou na área tricolor pela direita e chutou cruzado. Bosco fez uma ótima defesa, no reflexo.

 

Como destaque do primeiro tempo, ressalto a atuação da defesa tricolor que foi muito bem, principalmente André Dias que foi impecável.

 

Os times voltaram para o segundo tempo sem alterações. O Bugrinho voltou mais “agressivo” e por duas ocasiões assustou.Aos 7 minutos , Fernando Gaúcho recebeu passe de Bruno, entrou na área tricolor e chutou. Miranda bem posicionado travou na hora certa.

 

Aos 17 saiu Hugo, que não fez uma boa partida(como me dói dizer isso..rs) e entrou Rick. Saiu também Borges e entrou Dagol. O time melhorou bastante com as alterações.

 

Aos 21 em cruzamento de JW, Washington, que estava sumido no jogo, esticou o pé e marcou. O juiz deu o gol para Plínio do Bugrinho.

 

O gol fez o Tricolor acordar e explorar o abatimento do Guarani.

 

Aos 31 , o Guarani fez uma alteração: entrou Henrique e saiu Glauber. O jogo voltou a ficar equilibrado.

 

Aos 44 em um lançamento de W9, Dagoberto recebeu a bola, passou por debaixo das pernas de Joao Paulo, Hernanes recebeu, driblou o goleiro Douglas e marcou um belíssimo gol, liquidando a fatura. E a invencibilidade no Brinco de Ouro continua.

 

Mais uma vez não tivemos uma ótima exibição do time mas soubemos fazer os gols na hora certa e garantirmos mais uma vitória. Porém, muita coisa precisa ser acertada. Reforço mais uma vez que Muricy deve utilizar o Paulista como laborátorio para teste de jogadores. Para a Libertadores esses testes não deverão existir e sim um time bem formado e em total sintonia.

 

Cartões Amarelos São Paulo: Hugo , Hernanes e André Dias

Cartões Vermelhos São Paulo: Nenhum

Cartões Amarelos Guarani: Nenhum

Cartões Vermelhos Guarani: Nenhum

Árbitro da Partida: Tião Macalé(a pedido do Tutens…rs)

 

Por: Kátia Firmino

Postado em Colunas, Diego Braun em 27 Janeiro, 2009 por diegobraun

braunbanner

2ª rodada: O São Paulo não desempenhou um grande futebol, mas soube aproveitar as poucas chances criadas. A Portuguesa abusou de perder gols, e o São Paulo se mostrou muito recuado na maioria do jogo, devido a tática muito defensiva adotada. Mas para começo de temporada, o que vale são os 3 pontos. O dever foi cumprido, o time está de parabéns. Com o passar das rodadas, o entrosamento virá, aí poderemos cobrar algo a mais.

Washington: Mostrou que tem estrela e decidiu. Em seu primeiro toque na bola, já deu mostra do que é capaz. Jogador de área e goleador, as bolas que chegaram ele não desperdiçou. W9 em seu primeiro jogo, já mostrou que uma vaga de titular será dele. Jogador que fará a diferença pro São Paulo principalmente na libertadores. Segurem o faro de gol do coração de Leão. 

Rogério Ceni: O capitão tricolor saiu contundido no confronto frente ao time da Portuguesa. A contusão chegou a preocupar num primeiro momento, mas depois de exames médicos detalhados, o resultado foi animador. Foi diagnosticado uma lesão muscular simples, e sua recuperação deve durar em torno de 1 semana.

Dênis: O jovem goleiro chegou na quarta-feira, e 3 dias depois já estava em campo. Em um primeiro momento, a torcida ficou receosa, pois a dúvida frente ao seu desempenho era uma interrogação. Mas superou as expectativas, e mais que isso, mostrou personalidade, ótimas defesas, e que tem estrela. É muito cedo para tirar qualquer conclusão, mas ele merece todos elogios, pois sua estréia foi digna de um grande goleiro.

Luis Fabiano: Um dos maiores atacantes q passou pelo São Paulo nos últimos tempos, deu mais uma declaração de amor ao tricolor. Falando ao site oficial da Fifa, o Fabuloso afirmou que pretende voltar a jogar no Tricolor em alto nível antes de encerrar sua carreira. Fabuloso deu azar de na época, pegar uma zaga onde tinhamos zagueiros como Jean, Emerson, Ameli, Régis. E mesmo assim sempre resolvia. Imagina o estrago que ele não faria se pegasse times como o de 2005 a 2008. Seu contrato vai até 2011 com o Sevilla. Até lá, ele estará com 31 anos, e podendo ainda jogar em alto nível. O grito Luís Fabiano ainda estremecerá o Morumbi novamente.

Recuperados: Borges que não jogou domingo por um desconforto estomacal, e Bosco com uma pancada na panturrilha. Foram liberados pelo departamento médico, e devem ser titulares contra o Guarani de Campinas na quarta-feira.

Guarani: Nosso próximo adversário da quarta-feira, não contará com a estréia do atacante Amoroso, o jogador foi regularizado, mas sofreu uma contusão na panturrilha, e está fora do jogo. Amoroso teve passagem vitoriosa pelo São Paulo, em pouco tempo de clube. Mas a ganância falou mais alto, depois de dar a palavra que renovaria. Azar do São Paulo? Claro que não. O tempo mostrou que o azar foi todo dele.

Polêmica FPF: A última foi o rebaixamento dado pela federação ao tricolor paulista em 1990, quase 20 anos depois. O que vêm mostrando que a releção entre as entidades, é a pior possível. Já não bastou o caso não resolvido do gás de pimenta, que ficou por isso mesmo. A tentativa de tirar Rogério Ceni da estréia. Agora essa tentativa de atingir a cúpula e o orgulho tricolor. Pra quem tem a FPF ao seu lado, não precisa de inimigos. A lei do campeonato de 1990 é muito clara, não haveria descenso naquele ano, por isso o São Paulo não foi rebaixado, pois seguiu a regra do campeonato. O que mostra, a que ponto rídiculo essa federação se rebaixa, querendo nos prejudicar.

Recado para a FPF: Não adianta querer nos prejudicar, colocar coisas que nunca aconteceram ou vão acontecer, somos os maiores do Brasil, os maiores vencedores da década de 90 e do começo deste século. No São Paulo as coisas são sérias, o que é de vocês está guardado. Pois não somos como os outros grandes de São Paulo, que precisam de vocês para sobreviver. Deve ser triste, o maior clube do Brasil não entrar no joguinho de vocês. A incompetência de vocês perto do sucesso tricolor, deve incomodar muito.

Diego Braun

Desperta São Paulo

Postado em Colunas, Kátia Firmino em 25 Janeiro, 2009 por Katia Regina Firmino

Hoje, 25 de janeiro, comemoramos o 455º aniversário de uma das maiores cidades do mundo. Megalópole que abriga e recebe milhares de pessoas do mundo inteiro. Também um dos maiores pólos comerciais existentes. Estamos falando da grandiosa e majestosa São Paulo.

 

Cidade que vive de seus contrastes. Riqueza e pobreza caminham lado a lado. Bairros nobres cercados por grandes favelas.Trânsito caótico e cidade completamente parada na maioria dos dias. Alto índice de criminalidade. Poluição.

 

Só temos problemas? Não!!! E  o que dizer dos belos lugares a serem visitados? Parques como Jardim Zoológico, Jardim Botânico, Horto Florestal e o grandioso Parque do Ibirapuera?  Não temos praia , é verdade. Mas temos Santos, Praia Grande, Guarujá e outras cidades a cerca de 30 minutinhos daqui. Resolvido o problema!!

 

E o que falar da imensa variedade gastronômica? Hummmmm…….pense em um prato que tem vontade de saborear. Agora pense em um lugar onde encontrá-lo. Não, você não precisará ir muito longe , basta ir em um dos milhares de restaurantes que São Paulo possui. Temos uma das melhores gastronomias do mundo. Comida do mundo inteiro é servida, aqui , bem pertinho de você , Paulistano ou não.

 

Temos museus, grandes casas de shows, teatros e grandiosas salas de cinema.

  

Mas que isso tem a ver com o intuito desse blog, que é o de falar sempre do Tricolor e de futebol?

 

Oras, se não é essa mesma cidade , que abriga os gradiosos duelos futebolísticos do país, que tem um dos maiores estádios particulares de futebol do mundo?

 

Se não é nesta cidade que vive nosso Mais querido e Maior do Mundo. Esse que recebeu o nome desta cidade. Afinal um time grandioso merece o nome de uma cidade grandiosa.

 

Fato é que não há como desvincular uma coisa da outra. São Paulo é sim cenário do futebol brasileiro. Tanto que neste domingo teremos a final da Copa São Paulo de Juniores (vai meu Patético,filhotinhos de poodle,  pra cima das franguinhas!!!rs), jogos do Campeontato Paulista, enfim, São Paulo também  respira futebol.

 

Como paulistana, nascida e crescida nessa cidade não poderia deixar passar em branco essa data, muito menos deixar de prestar minha homenagem a essa cidade que tanto amo. Hoje já não vivo mais na capital, mas estou por aqui quase todos os finais de semana. Sou sim, completamente apaixonada por essa selva de pedra, que apesar de todos os problemas não se torna menos importante e menos amada.

 

Segue abaixo uma música já um tanto antiga, de uma banda dos anos 80 que talvez seja até desconhecida por grande parte de quem lê esse humilde texto, porém traduz esse sentimento que essa cidade nos desperta. Desperta SÃO PAULO!!!

 

 

São Paulo

365

 

Composição: Ari Baltazar

 

Tem dias que eu digo não, inverno no meu coração

Meu mundo está em tuas mãos

Frio e garoa na escuridão

Sem são paulo o meu dono é a solidão

Diga sim, que eu digo não

Sem são paulo o meu dono é a solidão

Diga sim, que eu digo não

 

Tem dias que eu digo não, inverno no meu coração

Meu mundo está em tuas mãos

Frio e garoa na escuridão

 

Sem são paulo ôôô o meu dono é a solidão

Diga sim, que eu digo não

Sem são paulo ôôô o meu dono é a solidão

Diga sim, que eu digo não

 

Quem é seu dono? ninguém são paulo

Quem é seu dono? ninguém são paulo

 

Tem dias que eu digo não, inverno no meu coração

Meu mundo está em tuas mãos

Frio e garoa na escuridão

 

Sem são paulo ôôô o meu dono é a solidão

Diga sim, que eu digo não

Sem são paulo ôôô o meu dono é a solidão

Diga sim, que eu digo não

 

Desperta são paulo

Desperta são paulo.

 

 

Vídeo Retirado do Youtube

Autor:lleandro111

Por: Kátia Firmino

 

A inveja da soberania tricolor

Postado em Colunas, Convidados em 24 Janeiro, 2009 por Katia Regina Firmino

 

começo de ano é uma merda mesmo. além da copa são paulo, não existe mais nada para falar em relação ao futebol brasileiro. nesse momento, surgem as especulações, promoções de jogadores por parte de empresários, mentiras, idéias, dentre outras coisas.

 

tenho ficado extremamente irritado com o que vejo por aí. publicações em geral afirmando que jogadores do São Paulo estão prevendo briga “no bom sentido” por uma vaga no time titular, que um é melhor que o outro, que um fala pelos números, que o outro amadureceu tanto que não quer deixar o time principal, que fulano veio pra ser titular, que o técnico vai ter dor de cabeça, que não têm espaço para todo mundo e etc. 

 

serei claro. isso tudo é uma tentativa frustrada de conseguir desentendimentos, desestabilizar a soberania tricolor e consequentemente, conseguir notícias.

time reserva? não, na verdade temos dois times titulares de extrema competitividade, o que já está deixando muita gente suando frio. são jogadores competentes, habilidosos e que serão aproveitados da melhor forma pelo melhor técnico, que atua no melhor time.

 

dor de cabeça? o muricy não precisa mais provar pra ninguém que sabe o que faz. se ter diversas opções de qualidade e ser favorito para vencer todos os campeonatos causasse dores de cabeça, do que sofreriam os técnicos dos outros clubes brasileiros? tenho até dó…

 

isso tudo é inveja da soberania tricolor.

 

a concorrência dentro do time só têm a acrescentar ao São Paulo, que vai ganhar tudo mesmo. prova disso é a resposta que muricy deu ao meu grande amigo, jornalista do lance, sérgio gandolphi:

“como está a pré-temporada? todo mundo indo bem?”

“olha, chamou muito a minha atenção a maneira como os jogadores voltaram das férias. acho que esta concorrência que tem hoje no elenco mexeu com os jogadores, porque todo mundo voltou no peso e com uma condição física boa. estamos trabalhando duro esta semana e a cobrança vai continuar existindo ao longo do ano todo”. – fonte: lance

 

rumo ao 7-4-4, ao 8-5-5, ao 9-6-6, ao 10-7-7…

 

Por: Bruno

Recado do autor: Só para avisar, todos os meus textos são escritos em letras minúsculas, reservando por respeito o direito de letras maiúsculas somente ao nome do São Paulo Futebol Clube.

AMOR A CAMI$A

Postado em Colunas, Marcos_SPFC em 24 Janeiro, 2009 por Katia Regina Firmino

Sim, o título do texto está com um “cifrão” no lugar do S de propósito, pois sinceramente não acredito que existam hoje no futebol mais aqueles jogadores que tenham amor à camisa dos times que vestem. No máximo, eles possuem uma paixão, que pode ser tão intensa que acaba logo.

Vendo o Kaká desistir de se transformar de um homem muito rico para um milionário, chego à conclusão que o amor à camisa não existe, e loucos são aqueles que ainda insistem em permanecer no mesmo clube por longos e longos anos…

Bem, antes que vocês parem de ler esse texto e me xinguem nos comentários, deixe-me explicar o que eu quero dizer com isso: só louco mesmo pra permanecer no mesmo clube por amor no futebol de hoje, ignorando cifras astronômicas, benefícios futuros, etc. E como exercício, gostaria que você que está lendo esse texto o fizesse colocando-se no lugar das pessoas que vou citar, nas suas situações, e tirem suas conclusões no final.

Hoje o futebol profissional é marcado pela longevidade dos seus praticantes que, se levarem uma vida saudável, sem excessos ou exageros, podem estender suas carreiras até mais do que 35 anos, idade que eu considero limite para uma pessoa praticar um esporte de alto nível no mesmo patamar de igualdade dos demais. Após isso, a tendência é só piorar o estado físico e o rendimento. (Falo isso como leigo, pois não possuo nenhum entendimento profissional de condicionamento físico e, com meus 102 quilos, estou bem longe de ser considerado um esportista saudável). Alguns exemplos destoam, como o do zagueiro/lateral Maldini (vai completar 41 anos de idade e 24 como jogador profissional, todos pelo Milan), o nosso capitão Rogério Ceni (36 anos de idade, 19 como jogador profissional, praticamente todo ele no São Paulo), o goleiro Marcos (35 anos de idade, quase 20 como jogador profissional, todos pelo Palmeiras), Ryan Giggs (35 anos de idade, 18 como jogador profissional, todos pelos Manchester United), fora outros do presente e do passado que vocês lembrarão, com certeza.

O que leva essa turma pequena, escassa, quase rara, maluca, a continuar no mesmo time a vida inteira? O que motiva um jogador a permanecer 20 anos ou mais no mesmo clube? O que faz um jogador dizer não a oceanos de dinheiro para permanecer fiel à sua agremiação? Amor à camisa? Identificação pelo clube? Idolatria da torcida? Falta de oportunidades ou propostas de outros clubes?

Eu me coloco no lugar deles e tento imaginar como eles conseguem esse feito. Sendo sincero, talvez eu não tivesse metade dessa fidelidade deles, desse compromisso. E não que eu seja mercenário, traidor ou coisa assim. Mas pelo fato, hoje, do dinheiro ser fator prepoderante nas decisões profissionais que tomamos, e por mais desapego que possamos ter a respeito de dinheiro (será?), ele tem o poder de influenciar qualquer decisão.

Kaká declarou “querer envelhecer” no time de Milão, deixando claro que o seu amor pelo clube rossonero está acima de qualquer quantia astronômica. Ele disse que seu maior sonho é ser capitão do Milan, algo até que pequeno comparado com a fortuna que ele recusou do Manchester City. Mesmo soando como um mea-culpa (afinal de contas, a recusa dele se deu mais por causa do apelo dos torcedores do Milan do que outra coisa, pois num primeiro momento ele tinha aceitado mudar de time, de país e de condição social), no final ele pareceu bem sincero. E aí eu me lembro das declarações dele há alguns anos atrás, dizendo que voltaria para o tricolor para encerrar sua carreira, pois passou 14 anos no clube, entre sua chegada e saída em 2003, e que era são paulino, assim como sua família. E chego à conclusão que essa volta não acontecerá, pois o tricolor não poderá contar com ele depois dele “envelhecer” e se aposentar no Milan. Ele está errado? Talvez. Ou talvez o amor à camisa do Milan seja maior hoje que o amor que ele sentia pela nossa camisa.

Eu comparo um jogador que passou sua vida inteira num único clube a uma mulher que casou virgem com o seu primeiro e único namorado. Que experiências ele teve e que pode contar aos seus netos, se ele não conheceu “outras pessoas, outros amores, outras sensações”? Como ele poderá dizer qual foi sua emoção ao vestir a camisa do time B ou C se ele só vestiu e jogou com a camisa do time A? Será que a pessoa não se sente frustrada com isso?

Eu me lembro que o Rogério Ceni teve duas propostas concretas pra sair do tricolor, além de sondagens do Japão e EUA: uma do Goiás, no começo da carreira, que não vingou porque o então auxiliar técnico tricolor da época – Muricy Ramalho o convenceu de quê era importante ele continuar e adquirir experiência com o Zetti. Outra “proposta” foi aquela do Arsenal em 2001, que gerou muito pano pra manga. Enfim, ele continuou e hoje é o craque e melhor goleiro do mundo que conhecemos. Se ele tivesse aceitado uma dessas várias propostas que chegaram, a história hoje seria diferente, talvez ele não seria o maior goleiro-artilheiro do mundo, e possívelmente não conquistaríamos parte dos títulos que conseguimos nesses 12 anos em quê o capitão é titular do tricolor. Mas perguntem para ele se valeu a pena ter deixado tudo isso, se valeu ter perdido a oportunidade de ter jogado em outro estado, ou principalmente em outro país, cultura, sociedade, ganhando muito mais do que ele ganharia aqui, vivendo com mais segurança, dando oportunidade a suas filhas, esposa e familiares de viverem outra realidade, de viverem no primeiro mundo. Garanto que a resposta dele inflará o ego de qualquer sãopaulino desse mundo.

Hoje é mais fácil para um jogador aceitar as boas propostas que chegam com a mesma velocidade que eles usam para aceitar a próxima oferta que chegar, sempre mais vantajosa que a anterior. O atleta que permanece mais de 2 anos no mesmo clube já é tratado como ídolo, mesmo quando ele é um pereba. Se ele demonstrou um pouco mais de raça e dedicação, se ele deu aquele chapéu e fez um gol entre as pernas do goleiro, se ele deu aquele carrinho e intimidou o jogador do nosso maior rival, ele vira nosso herói. E não que sejamos bobos, pelo contrário. Mas a falta de jogadores que se identifiquem com nossa camisa hoje é tão grande que qualquer jogador descrito acima preenche essa lacuna fácilmente. Isso é reflexo da cultura do futebol brasileiro, que é tipo exportação, o que dificulta a permanência de mais jogadores em nossos times, fazendo com quê essa identificação e, principalmente, esse amor à camisa, não exista mais.

Lendo um texto de um jornal esportivo daqui da capital, um trecho me chamou a atenção. Em uma alusão ao futebol, ele dizia que cada vez mais estamos produzindo “Mickey’s e Donald’s” para vender para a Disneylândia, ao invés de investirmos em estrutura para que eles permaneçam por aqui, para montarmos nossos próprios parques e cobrarmos os ingressos dos estrangeiros, não o contrário. E essa é uma realidade mais que nítida. Hoje, nossos jogadores saem do país com 12, 13, 14 anos e vão direto para os clubes estrangeiros, gerando um lucro enorme para eles no futuro e deixando os times brasileiros chupando o dedo. Sem um investimento correto e coerente por parte dos clubes, federações, CBF e seja lá quem mais, nunca vamos ter a oportunidade de desfrutar de exemplos como Rogério Ceni, Maldini, Marcos, Giggs e alguns outros, pois na primeira oportunidade o dinheiro vai falar mais alto, e mal começaremos a gostar de ver um jogador com nossa camisa, lá vamos nós ter que nos preparar para começar tudo de novo.

Pra encerrar, se você leu até aqui vai se lembrar que eu escrevi no início do texto que ele era um exercício para nós também, de nos colocarmos no lugar dos profissionais e imaginar como seria receber uma proposta muito melhor de trabalho de outro lugar. E não precisa ser de um time de futebol não, pode ser de uma empresa concorrente à sua no mercado hoje, que talvez não tivesse a mesma qualidade ou prestígio que a empresa no qual você está empregado hoje, mas que te oferecesse um salário bem superior e te prometesse recursos dignos de empresas de ponta, com um projeto de se transformar em uma das líderes do mercado em pouquíssimo tempo. E principalmente, que toda essa mudança começaria por você, que seria o alicerce dela. Qual seria sua atitude, face isso tudo?

Se você não aceitar, com certeza você será considerado um louco sentimentalista, que prefere o amor à “camisa” que veste do que o dinheiro. Se você aceitar, será um milionário. Revolucionário, se o projeto der certo, ou infeliz, se ele não vingar.

Então, o que você escolheria? Como eu já disse, eu escolheria o desafio de começar algo novo, com muito dinheiro no bolso, sem arrependimentos. Talvez infeliz, talvez não. Mas eu pagaria pra ver.

E parabéns ao Kaká, que escolheu o que ele achou justo e certo.

E que idiota ele foi por não ter aceitado o desafio que lhe foi proposto…

A vida é assim mesmo, nunca há concenso nas decisões. O que vale mesmo é o amor… Ao que você escolher.

Abraços!

Por: Marcos Kitoboy